Novo Conheça oIAGo — o operador digital que atende seus clientes no WhatsApp 24h
Dados de Agosto de 2026

Quanto cobrar por entrega?

A entrega rápida típica no Brasil custou R$ 8,74 em agosto de 2026 — o equivalente a R$ 3,29 por quilômetro, com R$ 7,33 indo para quem entrega. Abaixo está a tabela que o mercado pratica hoje, por faixa de distância, e uma calculadora para montar a sua.

Números do Índice Nacional de Preços de Entrega, calculado sobre operações independentes de todo o Brasil.

A tabela que o mercado pratica

Preço cobrado do cliente por faixa de distância. A coluna do meio mostra onde ficou a metade das entregas do país — é a faixa em que a sua tabela cabe sem destoar do mercado.

Distância Preço típico Metade ficou entre Vai ao entregador
0-2 km R$ 7,78 R$ 6,65 – R$ 8,78 ≈ R$ 6,54
2-5 km R$ 8,93 R$ 7,89 – R$ 10,81 ≈ R$ 7,50
5-10 km R$ 12,35 R$ 9,49 – R$ 15,50 ≈ R$ 10,37
10 km+ R$ 19,69 R$ 13,49 – R$ 32,01 ≈ R$ 16,54

Repare no que a tabela mostra: a entrega de mais de 10 km custa 2,5× a de até 2 km, embora percorra várias vezes mais chão. O preço não acompanha a distância — sobe menos. É o custo de largada: sair, achar o endereço, esperar na porta e entregar custa quase o mesmo em qualquer corrida.

Monte a sua tabela

Ajuste o valor de partida, o adicional por quilômetro e quanto do valor vai para o entregador. Os campos já vêm com a prática do mercado brasileiro; mexa neles e veja como a sua tabela fica em cada faixa de distância — e quanto sobra para a operação.

R$ 7,08

O mercado pratica perto de R$ 7,08.

R$ 0,70

A partir do primeiro quilômetro, que já está no valor de partida.

84%

No Brasil, o entregador fica tipicamente com 84% da corrida.

A sua tabela

Numa entrega de 3 km, sobram para a operação
Entregador Operação

Acima de 10 km a régua deixa de valer. A entrega longa típica do país custou R$ 19,69 — bem mais do que qualquer valor de partida somado a um adicional por km produziria —, porque ali entram viagem entre cidades, tempo de estrada e o retorno de volta vazio. Passando dos 10 km, o mercado cobra por trecho, não por régua.

A conta é uma referência, não uma recomendação: custo de praça, tipo de carga, concorrência local e horário mudam o preço que se sustenta na sua cidade. Compare com o número do seu estado antes de fechar a tabela.

Quatro erros que corroem a margem

São os que mais aparecem em operação que cresce e não vê o dinheiro sobrar.

1

Cobrar só por quilômetro

A corrida curta é a mais comum — 80% das entregas do país ficam abaixo de 5 km — e é justamente nela que o km puro não paga o custo de largada. Toda tabela que se sustenta tem um valor de partida.

2

Não cobrar o retorno

Entrega em que o entregador volta ao ponto de coleta é distância rodada e tempo que ninguém pagou. 20% das entregas do país têm retorno contratado; sem ele na tabela, a volta sai do seu bolso.

3

Ignorar a espera na porta

O tempo entre chegar e conseguir entregar não aparece na distância e não some da conta do entregador. Operação que não precifica espera perde entregador para quem precifica.

4

Precificar sem olhar o cancelamento

6,3% dos pedidos do país terminam cancelados. Cada um é entregador parado e loja irritada, e esse custo não aparece em nenhuma linha da tabela — mas some da margem no fim do mês.

Perguntas frequentes

Quanto cobrar por uma entrega de moto?

Em agosto de 2026, a entrega típica no Brasil custou R$ 8,74. Por distância: R$ 7,78 até 2 km, R$ 8,93 de 2 a 5 km, R$ 12,35 de 5 a 10 km e R$ 19,69 acima de 10 km.

Quanto cobrar por quilômetro de entrega?

A entrega típica sai a R$ 3,29 por quilômetro, mas cobrar só por km puro dá prejuízo na corrida curta — que é a mais comum. A tabela que o mercado pratica tem um valor de partida perto de R$ 7,08 e cerca de R$ 0,70 por km adicional.

Quanto pagar ao entregador por entrega?

O repasse típico é de R$ 7,33 por entrega, 84% do valor cobrado. Os 16% restantes ficam com a operação e pagam a intermediação, a gestão da praça e o suporte.

Devo cobrar a mais pelo retorno ao ponto de coleta?

Sim. O retorno é distância rodada e tempo do entregador que ninguém pagou. Cobre como valor fixo de retorno, como adicional por quilômetro da volta, ou os dois — é assim que as tabelas do mercado tratam o caso.

E se a minha cidade for mais barata que a média?

É comum, e é por isso que o índice publica o número de cada estado. Use a média nacional como referência e ajuste pela sua praça: o que não muda de cidade para cidade é a forma da tabela — valor de partida mais adicional por km, nunca km puro.

De onde vêm estes valores?

Do Índice Nacional de Preços de Entrega, publicado mensalmente pelo Mercado de Entregas a partir de dados agregados e anonimizados de operações independentes de todo o Brasil. A edição usada aqui é a de agosto de 2026.

Dados agregados e anonimizados de mais de 50 milhões de entregas processadas pela Plataforma Entregas Expressas, apurados em agosto de 2026. Fonte: Índice Nacional de Preços de Entrega, publicado sob licença Creative Commons BY 4.0.